Cara Pintada

Cara PintadaMuito além de deixar as pessoas mais bonitas, pintar o rosto e o corpo tem origens históricas
e marca a identidade e cultura de vários povos.

Assim, neste especial vamos conhecer um pouco da história do uso da maquiagem e como ela
ainda exerce papel importante na vida de
pessoas e grupos.

Já nos estudos antropológicos do homem na
Pré – História já se percebe a necessidade de enfeitar-se e, de alguma forma diferenciar as pessoas. O homem pré-histórico usavam colares feitos de ossos, roupas feitas de pele de animais
e alguns também pintavam seus corpos.
O material usado para essas pinturas eram retirados da natureza, basicamente o ocre,
que é um tipo de terra fina que contém argila e óxido de ferro hidratado. Por apresentar várias
tonalidades era ideal para fazer a diferenciação entre pessoas do grupo.

No Egito essa prática se acentua, sendo rotina para homens e as mulheres o cuidado com a beleza. Existiam produtos e utensílios específicos para maquiagem. Na verdade a maquiagem para os egípcios era um ritual, pois achavam que a espiritualidade e a aparência estavam intimamente relacionadas, acreditavam que, quanto melhor era a aparência, maior era a espiritualidade.

A civilização grega tinha como característica o culto ao corpo, apreciavam a higiene, os cuidados com o físico e a prática de exercícios constante, assim, o uso da maquiagem também era importante.  As mulheres usavam produtos principalmente para valorizar contorno dos olhos, deixando-os mais sombreados.

Em Roma, na antiguidade o uso de maquiagem e produtos para evitar o envelhecimento era frequente. Homens e mulheres passavam horas cuidando da aparência. Esses produtos eram feitos basicamente com gordura animal e extratos naturais.

Na Idade Média, com o predomínio das ordens da igreja, o uso de maquiagem é relacionado a características malignas e as mulheres que fossem flagradas usando maquiagem sofriam graves punições.

No Renascimento, pintar o rosto volta a ser um hábito valorizado, dava certo status e era sinal de elegância.

Entre os Séculos XVI e XVIII, o uso da maquiagem chegou ao seu apogeu. Era elegante usar maquiagem tanto por homens como por mulheres, que não pintavam apenas o rosto, mas todo o corpo com pó de arroz ou até mesmo farinha de trigo, pois era moda ter a pele bem clara. As bochechas e as bocas eram rosadas e os olhos eram delineados em preto.

No início do Século XIX, mudanças sociais ocorrem e o símbolo de mulher é aquela tem aparência, com pele clara e sem maquiagem. As mulheres que pintavam o rosto eram consideradas vulgares, portanto só eram usadas nos bordéis e teatros. A mulher tinha que manter uma aparência delicada. Nesta época as mulheres tinham o cuidado de não se expor ao sol, para evitar a possibilidade de bronzeamento da pele, uma vez que as mulheres que trabalhavam no campo, pela necessidade de se expor ao sol, tinham a pele mais morena. Assim, cor da pele passa a ser um diferenciador socioeconômico.

No Século XX novas mudanças sociais, a mulher assume outros papéis. Na década de 20 a busca pela igualdade de papéis entre homens e mulheres. É uma era em que a mulher procura se autoafirmar na sociedade e com isso vieram às mudanças. As mulheres usam o rimel, pintavam os olhos de preto usando sombras, e passavam rouge nas bochechas em exagero, e pintavam a boca em formato de coração. Nos anos 60 são marcados por acontecimentos sociais significativos: surge a minissaia, pílula anticoncepcional começa a ser usada e a maquiagem passa a ter tendências liberais. A maquiagem era importante principalmente para o público jovem. O contorno dos olhos era importante e os batons vermelhos são  substituído pelos bem claros ou mesmo brancos. Os produtos preferidos eram os mais práticos e encontrava-se nas prateleira produtos cada vez mais diferenciados., cheios de ideias novas.

A partir da década de 90, a beleza não obedece mais regras, a imposição perde efeito e dá passagem ao estilo e personalidade própria. Passam a existir vários tipos de perfis, traçados pelas tribos urbanas ainda encontradas por todas as partes, como as patricinhas, mauricinhos, cults, clubbers, punks, góticos, surfistas, roqueiros, cada um com sua forma de usar a pintura no rosto com sinal de identidade grupal. A partir dessa década surgem também os milagrosos cremes redutores de rugas, e o botox fazem tanto homens como mulheres buscar a perfeição. Os produtos encontrados  são extremamente diversificados e marcam tendências que permanecem até a atualidade.

Pintura corporal e tatuagens

A tatuagem é uma técnica baseda na pigmentação subcutânea através de agulhas. Tatuar o corpo está associada a deixar regitrado símbolos que são significativos para a pessoa ou grupos. A técnica é usada desde a antiguidade, como por exemplo a identificação de grupos sociais, marcação de prisioneiros, ornamentação e camuflagem.

O relato mais antigo do uso da tatuagem foi descoberto em 1991, nos Alpes, num homem do gelo, uma múmia de aproximadamente 5.300 anos que tinha a maior parte do seu corpo pigmentado.


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