Flores - Partes e Reprodução

Flores - Partes e Reprodução

Como é lindo ver um jardim florido, não é mesmo? Além da beleza natural, as flores tem uma função importante para a planta: é seu órgão reprodutor.

Na verdade a flor é um ramo modificado com a finalidade de fazer a reprodução da planta. A maioria das flores apresentam quatro conjuntos de folhas especializadas dispostas em torno de um ramo muito curto denominado receptáculo floral.

Ao observar de perto uma flor, vemos as folhas mais externas, chamadas de sépalas, geralmente de cor verde, que em conjunto formam o cálice.

Localizadas em posição mais interna vemos as pétalas, que em conjunto formam a corola. Sépalas e pétalas são folhas estéreis, isto é, não são elementos reprodutivos. Suas funções são respectivamente proteger o botão floral e atrair animais para a polinização.

Existe um terceiro conjunto de folhas especializadas chamado androceu, que é a parte masculina da flor, sendo constituídas pelos estames, folhas férteis formadoras de microsporângios, e, é no interior deste microsporâgios que se formam os grãos de pólen.

Na parte mais interna da flor localiza-se o gineceu, parte feminina das flores, que é formado pelos pistilos ou folhas carpelares. Estas folhas formam uma estrutura que se chama megasporângio, que se dobram entre si formando uma espécie de vaso e em seu interior abriga-se o óvulo.

Na base deste vaso está o ovário de onde sai um tubo chamado de estilete. O ápice do estilete é dilatado e forma o estigma, que secreta substancias pegajosas nas quais os grãos de pólen grudam, iniciando o desenvolvimento do tubo polínico.

Quando a flor amadurece os sacos polínicos presentes na antera se abrem e liberam os grãos de pólen. Pouco antes de ser liberado da antera, a célula geradora se divide formando os gametas masculinos.

Ao cair sobre o estigma de uma flor de sua espécie, o grão de pólen germina. O tubo polínico cresce, perfura o estigma e penetra pelo estilete até atingir um dos óvulos.

Ocorre ai uma dupla fecundação, pois as duas células espermáticas deslizam pelo tubo e penetram no óvulo, uma delas se funde com oosfera, dando origem ao zigoto.

O desenvolvimento do zigoto dá origem ao embrião. Na sequência forma-se a semente, que absorve substâncias nutritivas da planta-mãe armazenado-as para nutrir o embrião.

Agentes polinizadores

As cores e aromas de uma flor tem como único objetivo atrair agentes polinizadores, para garantir a perpetuação da espécie através da polinização.

Assim, chamamos de agentes polinizadores qualquer elemento que facilite a transferência de pólen de uma flor para a outra. Como exemplo de agentes polinizadores podemos mencionar o vento, a água, insetos, morcegos e aves.

Para atrair os agentes polinizadores bióticos, ou seja, os animais, as flores oferecem muitos atrativos: pólen, néctar, utilizadas na alimentação ou reprodução desses animais.

Disseminação de sementes

Para que se desenvolva uma nova planta é necessário que, em primeiro lugar, as sementes se espalhem no solo. Este processo é chamado de disseminação. Em algumas situações a disseminação é feita pelo vento, pois as sementes são muito leves e têm pelos ou membranas que facilitam o seu transporte.

Algumas sementes são disseminadas por animais que as transportam quando ficam grudadas em seus pelos ou penas ou quando ingerem que as contêm, liberando as sementes intactas através das fezes. Outro elemento que funciona como importante disseminador é a água, pois certas sementes ao flutuarem, são transportadas para outros locais.

Existe também a autodisseminação, que ocorre quando a planta espalha suas próprias sementes de forma bem eficiente. Um exemplo conhecido de autodisseminação é a mamoneira, que estoura e arremessa suas sementes para longas distâncias.

Salada de flores

Já pensou em comer flores? Provavelmente você já comeu, mas nem se deu conta... Brócolis, couve-flor, alcachofra, são flores deliciosas e que fazem muito bem à saúde.

Mas outras flores também podem fazer parte da nossa alimentação e ser consumidas em assados, cozidos, saladas, sopas, doces, biscoitos, bolos e sobremesas.

Como exemplo de flores utilizadas na alimentação, podemos citar: flor de abóbora, de acácia, de açafrão, o amor-perfeito, a calêndula, o crisântemo, a violeta, as pétalas de rosas, os hibiscos, a flor de cebolinha, os cravos, o dente-de-leão, a petúnia, etc.

A higienização é importante e deve ser feita com cuidado por serem delicadas e se danificam com facilidade. Ao final devem ser secas com papel toalha.

É importante saber que as flores comestíveis são tratadas de forma diferente das flores decorativas, pois não devem ser cultivadas com nenhum tipo de agrotóxico ou produto químico de qualquer natureza. Também não são todos os tipos de flores que podem ser ingeridas pelo fato de serem venenosas ou conter toxinas que podem provocar sérios danos à saúde. Assim, se tiver dúvida com relação à procedência da flor, não a utilize na alimentação.

 

Curiosidades

A raflésia, cujo nome científico é Rafflesia arnoldi é uma planta tem duas características curiosas: a primeira é o fato de produzir a maior flor do mundo, que pode atingir 1 metro de diâmetro e pesar até 11 kg., além disso, provavelmente também sua flor é a mais fedorenta, pois ela exala um odor semelhante ao de carne podre, que obviamente só atrai moscas, sendo este o inseto responsável por sua polinização.  Essa planta é nativa das ilhas de Sumatra e Bornéu, na Indonésia. 


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