Poesia
Que tal soltar a imaginação?
Esse trabalho tem por objetivo destacar a importância da vivência poética para a criança.
A vivência e o cotidiano infantil não se manifestavam ainda nessas produções literárias.
Com Cecília Meireles, a poesia infantil brasileira encontrou seu caminho e seu público alvo e o
que se buscou desde então foi centrar, na criação poética, o mundo da criança, seu cotidiano e
seus interesses.
As cantigas de roda, trava-línguas, parlendas e outras variações folclóricas
passaram a servir de fonte de inspiração para o exercício da poesia infantil.
As crianças de hoje são ávidas de novidade e necessitam visualizar tudo, tamanha a quantidade de
informações e imagens às quais se encontram ligadas. O mercado dita normas, regras e indica o que
se deve consumir. Para a poesia, tão sutil e sensível, não é fácil penetrar nesse reduto ditado
pela moda, pela mídia e, especialmente, pela velocidade.
Trata-se de uma competição desleal, se
levarmos em conta que, para ler poesia, a criança precisa estar concentrada e envolta num clima
de silêncio e tranqüilidade. Caberia, então, a pergunta: como conseguir isso em meio ao barulho
da vida moderna? Ou então: como conseguir a atenção desse público para quem a imagem visual é tudo?
Procure um livro que contenha apenas imagens e peça que cada criança crie um poema de acordo com as
imagens vistas.
Existe uma segunda opção que é colocar uma música da Arca de Noé (Vinícius de Moraes) e pedir que
ilustrem o poema cantado.
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