Acentuação

Acentuação
Quem pensa que os acentos só complicam a nossa vida está enganado… Complicado seria se eles não existissem!

Imagine a palavra sabia… Com acento – sabiá – significa uma ave e sem acento – sabia – tem relação com o verbo

Para descomplicar um pouco, vamos conhecer algumas definições e regras principais de acentuação…

Para começar é preciso entender o que é sílaba tônica : ela representa a sílaba mais forte da palavra. Dependendo da posição em que a sílaba tônica está elas podem ser classificadas em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Veja como funciona:

Oxítonas: a última sílaba é a tônica.
Paroxítona: a penúltima é a tônica.
Proparoxítona: a antepenúltima é a tônica.

Assim, dependendo da terminação, haverá uma regra de acentuação.

Ah!!! Lembre-se de que os acentos só podem ser utilizados em vogais , nunca nas consoantes.

Na Língua Portuguesa existem  dois acentos : o circunflexo e o agudo. Veja como usar cada um:

Acento circunflexo: é aquele conhecido popularmente como “chapeuzinho” - ^-.  Ele é usado sobre as vogais -a, -e, -o para marcar que a pronúncia da vogal deve ser fechada. Veja um exemplo: vovô.

As regras de acentuação para as palavras que precisam do acento circunflexo, são as mesmas, ou seja, serão definidas pela tonicidade, ou seja, é necessário classificá-las em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Seguem alguns exemplos: bênção, convênio, complô, pântano e câmara.

 

Acento agudo: ele indica, além da tonicidade , a forma com que a vogal deve ser pronunciada , no caso das vogais a, e, o com acento agudo, a pronúncia deve ser aberta. Veja os exemplos: café, cocoricó, alvará.

A presença do acento agudo indica com facilidade a sílaba tônica de cada palavra, entretanto, não são todas as palavras que receberão acento gráfico, por isso é importante conhecer as regras de acentuação. Para facilitar elas foram divididas em dois grupos: as regras gerais e as complementares.

Regras gerais - acentuação dos monossílabos tônicos, das oxítonas, das paroxítonas e das proparoxítonas:

1. Oxítonas: acentuam-se as terminadas em: -a(s), -e(s), -o(s), -em, ens. Exemplos: cajá, café, paletó, também, parabéns.

2. Paroxítonas: recebem acento quando terminadas em: -i (s), u(s), um, uns, l, r, x, n. Além dessas terminações, também são acentuadas quando terminam em ditongo oral seguido ou não de s (vogal e semivogal na mesma sílaba, sem a presença do til ou das consoantes que podem indicar nasalização, m e n) ou terminadas em: -ã, -ãs, -ão, -ãos. Exemplos: táxi, vírus, álbum, tórax, relógio, lápis, revólver, órgãos, órfão.

3. Proparoxítonas: todas são acentuadas. Exemplos: lâmpada, cálice.        

4. Monossílabos tônicos: quando terminados em –a, -e, -o. Exemplos: lá, fé, dó.

Regras complementares - acentuação dos ditongos abertos, dos hiatos e de alguns verbos. Com a reforma ortográfica, o acento agudo deixou de ser usado em alguns casos, vale a pena conferir.

Acompanhe, a seguir, uma explicação mais ampla acerca das regras gerais e complementares que devem ser usadas na hora da acentuação das palavras:

  1. Os ditongos abertos nas paroxítonas não são acentuados. Ex.: colmeia, assembleia. Entretanto, nas oxítonas, o acento agudo existe. Ex.: herói, troféu.

  2. As vogais i e u, quando sozinhas na sílaba ou seguidas de s, recebem acento agudo, mas se vierem após ditongo, não recebem. Ex. Laís, saída.

 

  1. Os verbos arguir e redarguir não recebem acento agudo, mas na pronúncia é como se fossem acentuados. Ex.: arguo (na pronúncia: argúo).

Curiosidade

Com o objetivo de unificar a ortografia do países que falam a Língua Portuguesa, foi estruturado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste.

O Brasil aprovou este Acordo pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Ele é meramente ortográfico, portanto, refere-se somente à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo importante para a pretendida unificação.