Evolução do Jornal

Evolução do JornalJá pensou em ser repórter por um dia? Imagina como deve ser legal saber tudo de primeira mão e ainda passar todas as informações para as pessoas, deve ser muito legal não é mesmo? Mas você pensa que receber notícias através de jornais é recente e que as civilizações antigas nem imaginavam o que era isso??? Está muito enganado!

A história do jornal é mais antiga do que podemos imaginar…

O jornal mais antigo que se tem conhecimento é de Roma, chamado Acta Diurna. Foi lançado pelo Imperador Júlio César que queria deixar os cidadãos das principais cidades informados a respeito dos acontecimentos sociais e políticos. Isso aconteceu no Século 59 a.C. Essas notícias eram escritas em grandes placas brancas e expostas em lugares públicos movimentados.

Com isso os cidadãos romanos estavam sempre informados sobre os escândalos no governo, campanhas militares, julgamentos, execuções, etc.

Já no Século VIII, na China, os primeiros jornais eram escritos à mão , no formato de boletins. Já imaginou o trabalho para fazer um único jornal?

Mas, a partir de 1447 começa uma nova fase para a humanidade com a chegada da prensa inventada por Johann Gutenberg. Com essa fabulosa máquina, a circulação de informação, conhecimento e intercâmbio de ideias fica muito mais ágil e com a possibilidade de acesso por todos.

No início do século XVII, as publicações dos jornais passam a ser periódicas. A Europa sai na frente e em países como Alemanha, Inglaterra e França a circulação de jornais passam a ser frequente.

A partir daí, países da Ásia e os demais continentes já começam desenvolver seus meios de produzir o jornal impresso e, apesar de todas as inovações tecnológicas, em várias partes do mundo ainda há pessoas que tem como hábito tomar o café a manhã lendo um jornal impresso.

Evolução da imprensa no Brasil

Como você vê a evolução do jornal e das notícias sempre esteve atrelada às mudanças sociopolíticas e aqui no Brasil não foi diferente.

Os primeiros jornais chegam ao Brasil com a chegada da Corte Portuguesa, em 1808. Neste mesmo ano dois importantes jornais iniciam suas atividades: o Correio Braziliense, e a Gazeta do Rio de Janeiro.

No Segundo Reinado , a produção de jornais é intensificada, principalmente a partir do século XIX. Muda o formato, passando a ter tamanho maior e as máquinas se modernizam e os principais jornais ganham locais que centralizam a captação da notícia e a produção do jornal. Esses primeiros jornais tem vida curta e acabam ainda neste século, mas alguns sobrevivem até hoje, como por exemplo, o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, O Estado de São Paulo que antigamente chamava-se A Província de São Paulo e o Correio do Povo, de Porto Alegre.

Já na República Velha , apesar da repressão, a imprensa evolui em duas novas frentes: a imprensa operária e aquela focada nas comunidades de imigrantes, retratando um novo momento no país. Isso tem relação com o início do processo de industrialização no país e também com a chegada de imigrantes de várias partes do mundo, fazendo com que a demanda aumente na produção de jornal também aumente.

Durante a Revolução de 30 até o fim do estado novo o quadro político era de oscilação constante. A imprensa acompanhou essa evolução, informando a população sobre o combate de 1932. A partir do golpe de estado, em 1937, a liberdade de imprensa já é comprometida e as opiniões divergentes ao governo eram sufocadas. Um longo período de censura e controle da informação é instalado no país. A polícia política vigiava sem trégua os profissionais de imprensa e os jornais eram submetidos à censura.

Entre 1945 e 1964 o país e a imprensa passam por um período de transição, havia liberdade de imprensa, mas a relação com o governo continuava estremecida. Nesta fase tem início a era de investimentos privados nos principais jornais, fator desencadeado pela modernização econômica.

Durante a Ditadura Militar a televisão já tinha chegado ao país há alguns anos, mais especificamente em 1950 e tornou-se o principal meio de comunicação de massa. Intensas mudanças no cenário social e político apresentam uma nova sociedade e mais uma vez a imprensa brasileira acompanha essas mudanças e moderniza-se: desaparecem os jornais vespertinos, que passam a ser matutino, também o número de títulos nas maiores cidades diminuiu e a qualidade fica cada vez melhor. O avanço tecnológico chega à imprensa e na década de 1970 o Brasil já está equiparado aos principais países no que se refere à modernidade na imprensa. Esta fase também tem a marca política da transição do regime militar para a redemocratização.

No período mais recente de redemocratização a imprensa brasileira mostrou-se madura o bastante para acompanhar as primeiras instabilidades políticas e econômicas, mostrando a notícia de forma cada vez mais clara e contribuindo de várias formas para tomada de posição por parte da sociedade.

A informatização e a globalização fazem com que o mundo seja realmente uma “aldeia global” em que a quantidade e a velocidade de transmissão da informação ocorre de forma incrível. Os jornais ganham também o formato digital e a possibilidade do público interagir com a notícia através de blogs e fóruns de discussão aumenta o alcance da informação e da troca de ideias.

É difícil prever o futuro desse processo e o que ainda há de novo por vir, mas o mais importante de tudo isso é que os jovens de hoje tem a possibilidade de estar muito mais conscientes e com perspectiva de promover mudanças positivas na sociedade, tudo isso, em grande parte graças à capacidade e habilidade de transmissão de informação que vem dos meios de comunicação, em especial da imprensa.

Curiosidade

Você já reparou que muitos jornais nacionais e internacionais levam o nome de “gazeta”?

É que em 1556, o governo de Veneza, na Itália, publicou o jornal “Gazzetta Veneta”, pelo qual os leitores pagavam com uma pequena moeda conhecida como “gazetta”, daí a origem do nome.