Folclore em Quadrinhos

Folclore em QuadrinhosSaci Pererê

Figura do imaginário popular que tem origem que tem sua origem na Região Sudeste, em Minas e São Paulo , desde o Século XIX.

Suas características são marcantes: negrinho, sem pelos no corpo nem na cabeça, olhos vivos e vermelhos. Baixinho! Sua altura não passa de meio metro, pula de um lado para o outro com grande agilidade numa só perna, possui dentes brilhantes e brancos.

Na verdade dizem que há um bando de Sacis que costumam se reunir à noite para planejar as travessuras que vão fazer para atazanar a vida do povo das florestas. Nessas travessuras estão incluídas: azedar o leite, esconder coisas, embaraçar novelos de lã, jogar mosca na sopa dos outros, queimar o feijão que está no fogo, puxar o rabo do porco, fazer barulho no bambuzal para assustar, etc., etc., etc.

Em outros países existem figuras semelhantes: em Portugal há relatos de um personagem semelhante, que usa botas vermelhas. Na Argentina, Uruguai e Paraguai ele é pequeno e gordo, de pele vermelha e usa um bastão mágico dourado. Na Alemanha existe um anão chamado Kobolde, igual em quase tudo ao nosso Saci, também nos Estados Unidos há outro personagem também o Gremlin, que é outro com as mesmas características.

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Curupira

É um personagem típico do Brasil, descrito pelos índios desde a época do descobrimento. É considerado protetor e senhor da caça e das matas, pois conhece todos os seus segredos e a defende bravamente.

Tem a aparência bem peculiar: pequeno como um anão, com cabelos vermelhos, pelo e dentes verdes ou azuis, pés voltados para trás - isso serve para despistar os caçadores, deixando-os sempre a seguir rastros falsos.

 

Como protetor das florestas, costuma punir os agressores da natureza e o caçador que mate por prazer. Para quem cometer esse delito, Curupira costuma punir com a pena de ficar perdido por dias dentro dos bosques, desorientado, sem saber nem o próprio nome, incapaz de acertar o caminho de volta para casa e sem a lembrança de quem são seus parentes, ou onde mora. Costuma também perseguir os caçadores em casa com seus assobios.

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A lenda de Iara, considerada a mãe das águas, tem registros desde o séculos XVIII e é muito forte na região da Amazônia.

Essa lenda conta que a sedutora sereia Iara deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde com o objetivo de seduzir os pescadores. De repente ela surge com aparência belíssima: cabelos longos enfeitados de flores vermelhas e com seu canto hipinitiza os pescadores e os leva para a profundeza das águas.

Entre os pescadores também circula a lenda sobre o índio Tapuia. Certa vez, pescando, ele viu a deusa, linda, surgir das águas. A princípio resistiu, não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Mas, como o feitiço estava lançado, ele não conseguia esquecer a voz de Iara. Numa tarde, morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.

Iara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio e sumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva.

Há duas versões para o que aconteceu depois: uns dizem que naquela noite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros dizem que na semana seguinte a insaciável Iara voltou para levar outra vítima.

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Boi-Bumbá

O boi-bumbá é o personagem central de uma festa específica do norte e nordeste do Brasil. O primeiro registro da festa apareceu em 1840, em um jornal de Recife chamado “O Carapuceiro”, mas sua origem é bem mais antiga, pois alguns historiadores associam seu surgimento à expansão, no Nordeste, do chamado Ciclo do Gado - quando, a partir do século XVII, o animal ganhou grande importância nas fazendas da região.

A figura folclórica do boi foi criada por escravos negros e indígenas como símbolo de força e resistência. Assim, há uma dança cuja encenação gira em torno dele e de sua história. A pessoa que veste a fantasia do animal é chamada de miolo e seus trajes variam bastante de uma festa para outra, mas é sempre muito enfeitado, com paetês, miçangas, lantejoulas, bordados, etc.

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Curiosidade

Você sabia que existe o Dia Mundial do Folclore? Pois é, esse dia existe graças ao arqueólogo inglês William John Thoms (1803 - 1885), que enviou uma carta à revista The Atheneum, de Londres pedindo apoio para o levantamento de informações sobre tradições e lendas daquele país. O documento foi publicado no dia 22 de agosto e, por isso, a data foi escolhida como o Dia Mundial do Folclore.

(fonte: Guia dos Curiosos)