Literatura de Cordel

Literatura de Cordel
A literatura de cordel é um tipo de poema popular , apresentada na forma oral e impressa em folhetos, geralmente expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, daí a origem do nome.

É bastante popular no Brasil, principalmente no nordeste e chegou até aqui com os colonizadores portugueses.

Sua origem nos faz retornar aos trovadores da Idade Média, aproximadamente Século XVI, eles usavam versos para contar as notícias da época, de forma cômica. 

Aqui no Brasil as temáticas já estavam bem adaptadas à nossa realidade desde o Século XIX e até hoje giram em torno de casos do cotidiano, episódios históricos lendas e temas religiosos principalmente. 

Esse tipo de literatura tem uma métrica própria, ou seja, possuem um conjunto das regras que formam a medida, o ritmo e a organização de um verso, da estrofe e do poema como um todo, justamente para dar uma entonação adequada.

Veja como podem ser estruturados os versos de uma história de cordel:

Quadra: estrofe de quatro versos.
Sextilha: estrofe de seis versos.
Septilha: é a mais rara, pois é composta por sete versos.
Oitava: estrofe de oito versos.
Quadrão: os três primeiros versos rimam entre si; o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.
Décima: estrofe de dez versos.
Martelo: estrofes formadas por decassílabos (comuns em desafios e versos heróicos).

Os autores de histórias em cordel são chamados de cordelistas. Conheça aqui alguns dos mais famosos:

Apolônio Alves dos Santos: poeta popular, radialista e publicitário, nasceu em Fazenda Ouro Preto, Quixeramobim-CE.

Firmino Teixeira do Amaral: foi o mais brilhante poeta popular do Piauí. Nasceu no povoado de Amarração (Luís Correia-PI).

João Ferreira de Lima: pernambucano de São José do Egito, além de poeta, era astrólogo. Foi autor do mais célebre almanaque popular nordestino, o Almanaque de Pernambuco.

João Martins de Athayde: nasceu em Cachoeira do Cebola, Paraíba, é considerado o maior editor de literatura de cordel.

Apolônio Alves dos Santos: natural de Guarabira, Paraíba, trabalhou como pedreiro, até conseguir viver da sua poesia.

Leandro Gomes de Barros: também paraibano, este autor foi pioneiro na publicação de folhetos rimados. É autor de grande quantidade de obras, fato que lhe dá o título de poeta maior da Literatura de Cordel.

Manoel Monteiro: nasceu em Bezerros, Pernambuco, suas narrativas são envolventes, prendendo o leitor do início ao fim.

Conheça mais sobre os autores da literatura de cordel clicando aqui.

Curiosidade

Você sabia que no Brasil há a   Associação Brasileira de Literatura de Cordel? Ela foi fundada em 7 de setembro de1988 e tem como objetivo principal preservar essa parte da cultura literária de nosso país.

Vale a pena visitar o site para conhecer mais!

Dicas de Atividades

Escrever uma obra na forma de literatura do cordel pode ser uma forma dos alunos compreenderem esse tipo de literatura. Para isso é importante que o professor de Língua Portuguesa oriente quanto à estrutura métrica e as características principais da escrita. Ao final do trabalho poderá ser feito um torneio para que seja eleita a obra mais criativa.

Na seção “Para Colorir” de nosso site você encontrará várias histórias no formato de cordel para poder explorar com seus alunos. Também na seção “Passatempo” – Cruzadinhas seus alunos poderão conhecer mais sobre os autores cordelistas e suas obra.

Aprofundar na pesquisa sobre a origem e história do cordel, poderá culminar em uma exposição dos alunos com essa temática.

Bom trabalho!