ídolos do Futebol Pelé

ídolos do Futebol Pelé

Deus é brasileiro e se chama Édson

 

“O que são algumas jogadas de Pelé, se não cínicos e deslavados milagres”. É o que dizia o escritor Nelson Rodrigues, quando perguntado sobre o maior jogador de todos os tempos.

De tempos em tempos, a humanidade gera um indivíduo que não pode ser comparado com nenhum outro. Einstein, Mozart e Isaac Newton fazem parte deste seleto grupo. Gênios que superam todos e quaisquer parâmetros, brincando com os próprios limites e com a impossibilidades determinadas pela condição humana.

 

A cidade mineira de Três Corações, em Minas Gerais, gerou um destes cidadãos: Édson Arantes do Nascimento. Pelé, como ficou conhecido na sua carreira, foi um atleta perfeito em simplesmente em todos os quesitos do futebol. Desde o drible até o desarme, da compleição física a rapidez de raciocínio. Pelé, como jogador, era como um robô de carbono perfeito, moldado para a competição.

 

Os prodígios começaram cedo. Em 1956, aos 15 anos, estreou no Santos com uma vitória de 7 x 1 sobre o Corinthians de Santo André. Dois anos depois, já embarcava para a Copa da Suécia, onde explodiria para o mundo com três gols na final e um sem número de jogadas geniais.

 

Na copa seguinte, no Chile, sofreu uma contusão na segunda partida, e não jogou mais. Mas seu substituto, Amarildo, fez jus ao apelido de o “Possesso” e jogou à altura do titular. Quatro anos mais tarde, Pelé foi caçado em campo como um animal e não conseguiu jogar seu melhor futebol, numa Seleção Brasileira repleta de erros.

 

Em 1970, existiam muitas dúvidas (especialmente entre os europeus) sobre a condição de Pelé ainda ser ou não o melhor do mundo. Para azar dos adversários, o próprio não tinha dúvidas do que podia fazer e jogou um Mundial à altura de sua fama, passando a ser o único jogador a vencer a Copa do Mundo por três oportunidades.

 

“Hoje estou ótimo. Me passem a bola que eu vou acabar com o jogo”. A frase de Pelé foi ouvida diversas vezes por seus companheiros, na concentração, antes das partidas. Para acabar com dúvidas, alguns números. Estatísticas podem mentir, mas no caso de Pelé, são um reflexo da verdade.

 

Em sua carreira, Pelé amealhou recordes de todas as formas. É o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira (95 gols). É o maior artilheiro numa única temporada (129 gols, em 1959), maior artilheiro brasileiro em Copas (12 gols) e maior artilheiro profissional do mundo (1286 gols). É recordista de gols numa única partida do Campeonato Paulista (8, na vitória de 11 x 1 do Santos sobre o Botafogo-SP).

 

A expressão “gol de placa” foi inventada depois que Pelé marcou um gol contra o Fluminense, em 1961, deixando oito adversários caídos no chão com seus dribles. Foi eleito o “Atleta do Século” pelo Comitê Olímpico Internacional, em 1999, apesar de jamais ter disputado uma Olimpíada. Foi também eleito Futebolista do Século pela Unicef e Atleta do Século numa enquête realizada pela agência de notícias Reuters.

 

A lista de feitos e conquistas de Pelé, por mais inacreditáveis que sejam, não dão a dimensão de seus feitos. O mito já parou guerras, inspirou músicas, encantou torcedores e fez a alegria de povos de todo o mundo. O futebol de Pelé fez as pessoas acreditarem em alguma força sobrenatural.

 

·         Nome: Édson Arantes do Nascimento

·         Nascimento: Três Corações (MG), em 23/10/1940

·         Posição: Ponta-de-lança

·         Clubes: Santos (1956-1974) e Cosmos (1975-1977)

·         Títulos: (só listados os mais importantes) 10 vezes Campeão Paulista (1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969, 1973), 4 vezes campeão do Torneio Rio-São Paulo (1959, 1963, 1964, 1966), Bicampeão da Taça Libertadores da América (1962 e 1963), Bicampeão Mundial Interclubes (1962 e 1963), Bicampeão da Copa Rocca (1957 e 1963), todos pelo Santos, e tricampeão Mundial (1958, 1962 e 1970) pela seleção

·         Jogos pela seleção: 114

·         Gols pela seleção: 95

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