Ídolos do Futebol Romário

Ídolos do Futebol Romário

Sobrou na área , um abraço

Se fosse necessário definir Romário em três palavras, seriam gol, praia e polêmica. Com uma legião de admiradores tão fanática quanto seus detratores, o “Baixinho” certamente é o maior centroavante brasileiro de todos os tempos, com lugar garantido entre os maiores jogadores do mundo em todos os tempos.

 

O atacante Romário é um jogador taticamente limitado. Joga praticamente só numa faixa estreita do campo, próximo á área adversária. Mas ali, é rigorosamente imbatível. “Romário é, provavelmente, o melhor atacante de todos os tempos no que diz respeito a dar o golpe na hora certa”, afirmou sobre ele o astro italiano Roberto Baggio. Não é para menos que o “Baixinho” já tenha passado a marca dos 800 gols.

 

Romário começou a sua carreira no Vasco da Gama, depois de uma infância e adolescência muito difíceis. Já chamou a atenção nas divisões inferiores da seleção (não foi para o Mundial da categoria em 1985, cortado por indisciplina) nacional e muito cedo, debutou com a seleção principal, quando tinha somente 21 anos. Antes disso, Romário já tinha disputado uma Olimpíada aos 18 anos, ficando com a medalha de bronze.

 

No Vasco, só explodiu mesmo pouco em 1987, antes de ser pinçado pelo PSV Eindhoven, da Holanda, que ficou maravilhado com a eficiência daquele atacante de menos de um metro e 70, capaz de encarar qualquer defesa. Lá ganhou tudo o que podia, enlouquecendo a torcida local. Não fosse por uma contusão às vésperas da Copa de 1990, teria feito sua estréia em Copas já na Itália. Em clubes, deixaria sua marca também na história do Barcelona (onde foi campeão com Johan Cruijff como técnico).

 

O gosto de Romário pelo gol só é igualado pela vocação para a polêmica. Apreciador inveterado da noite, o jogador sempre foi boêmio pelos clubes em que passou, o que lhe valeu inúmeros conflitos com treinadores, que acabavam sempre baixando a orelha diante dos gols que marcava.

 

Dono de uma língua ferina, o atacante não perdia a chance de mandar a bomba quando era cutucado. Sobre Maradona: “Nos últimos 15 anos ele só perde para mim, que ganhei mais que ele e fiz mais gols do que ele”. E sobre Pelé: “Deus deu um talento muito grande para o Pelé nos pés, mas com a língua, ele fala muita besteira”.

 

Em 1994, Romário atingiu seu ápice na seleção. Numa equipe disciplinada taticamente para garantir a defesa, Parreira tinha em Romário a garantia de gols. “Podem me cobrar: se o Brasil não voltar dos Estados Unidos com o tetra a culpa vai ser minha”. Parece brincadeira, mas a promessa foi antes da Copa, quando a desconfiança no time de Dunga ainda era grande.

 

Cortado do grupo que foi á Copa da França em decorrência de uma contusão muscular, Romário teve uma nova frustração quando Vanderlei Luxemburgo resolveu não chamá-lo para a Olimpíada de 2000, apesar do atacante atravessar uma fase tecnicamente espetacular. Com a derrota da seleção para Camarões e a queda de Luxemburgo, Romário só deu a sua cutucada tradicional: “Gente ruim é assim mesmo: se ferra sozinha…”

 

·         Nome: Romário de Souza Faria

·         Nascimento: Rio de Janeiro, Brasil, em 29/01/1966

·         Posição: Centroavante

·         Clubes: Vasco da Gama (1980 a 1988), PSV Eindhoven (1988 a 1993), Barcelona (1993 e 1994), Flamengo (1995 a 1996), Valencia (1996 a 1997), Flamengo (1997 a 2000), Vasco da Gama (2000 - )

·         Títulos: Campeão Carioca pelo Vasco (1987 e 1988), Campeão carioca pelo Flamengo (1996 e 1999), Campeão Brasileiro pelo Vasco (2000), Campeão da Copa Mercosul, pelo Vasco (2000), Campeão da Copa da Holanda, pelo PSV Eindhoven (1988, 1989 e 1990), Campeão Holandês pelo PSV Eindhoven (1989, 1990 e 1991), Campeonato Espanhol, pelo Barcelona (1994), Campeão da Copa dos Campeões da Europa, pelo PSV Eindhoven (1988) Copa América (1993 e 1997), Copa das Confederações (1997) e Copa do Mundo (1994)

·         Jogos pela seleção: 69

·         Gols pela seleção: 54

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