Ídolos do Futebol Platini

Ídolos do Futebol Platini

O gigante da era pré-Zidane

Até a Seleção Francesa ser campeã do mundo em 1998, o sinônimo de futebol no país era Michel, e não Zinedine. Michel, de Michel Platini. Um jogador que, nas suas palavras é um “cidadão do mundo” e fez todas as platéias se curvarem ao seu talento. Todas não, quase todas, visto que não conseguiu vencer uma copa. E mesmo assim, se consagrou.

 

Platini começou sua carreira no Nancy, um pequeno clube francês, no qual ficou por toda a adolescência, antes de chegar ao Saint-Etiénne, clube em que conquistou seu único título francês.

Com um físico franzino, Platini impressionava pelo controle de bola excepcional, aliado a um drible preciso e a uma visão de jogo digna dos grandes craques. Tal foi o impacto de seu futebol que a poderosa Juventus de Turim solicitou sua contratação, depois da Copa da Espanha, por US$ 2,5 milhões, uma soma irrisória para os dias de hoje. Um detalhe: a contratação de Platini foi uma ordem direta do dono do clube, Umberto Agnelli.

 

A Itália seria o palco com a grandeza necessária para a explosão de Platini sob o ponto de vista técnico. Treinado por Giovanni Trapattoni (hoje técnico da Seleção Italiana), o francês se transformou num dos maiores gigantes da história do futebol, fazendo uma dupla de ataque devastadora com o polonês Zbigniew Boniek.

 

Na Copa de 1982, a geração de Platini já tinha mostrado uma classe sensacional. Comandados pelo astro da Juventus, a França fez uma excelente campanha na Espanha com cracaços como Tresor, Tigana, Rocheteau e o próprio Platini. Somente a vice-campeã Alemanha Ocidental parou a França.

 

Entre as duas copas, Platini se transformou num jogador completo. Seu drible, visão de jogo e passe, que já eram excelentes, foram levados à perfeição. Chutava com as duas pernas, como um atacante, mas sabia fazer assistências surreais, tal qual um meia de fino toque. De quebra, venceu uma Eurocopa, em 1984 - até então o maior feito da Seleção Francesa, e recebeu a primeira Bola de Ouro da revista France Football, prêmio dado ao melhor jogador da temporada.

 

Venceu tudo o que podia numa Juventus que entrou para a história. Mas um episódio marcou sua carreira. Na final da Copa dos Campeões de 1985, contra o Liverpool, no estádio de Heysel, em Bruxelas, assistiu atônito como todos os seus companheiros a morte de mais de 30 torcedores da Juventus, esmagados depois que uma cerca caiu por pressão da torcida adversária. O jogo aconteceu, para evitar que houvesse uma tragédia maior, e a Juventus venceu.

 

No entanto, a imprensa francesa não perdoou a participação de Platini na partida, alegando que ele não tinha respeitado a memória dos mortos. “Platini e a Juventus dançam sobre os cadáveres em Heysel”, dizia a manchete de um jornal francês. O craque ficou arrasado e jamais perdoou os autores da matéria. Ainda assim, ganhou a Bola de Ouro mais uma vez.

 

No ano seguinte, Platini enfrentou sua terceira Copa do Mundo, sabendo que seria a sua última no melhor de sua forma. Não foi o suficiente e a França acabou a competição em terceiro. Encerrou sua carreira em 1987, mas jamais se afastou do futebol. Hoje trabalha na Fifa, como consultor técnico.

 

·         Nome: Michel Platini  

·         Nascimento: Joeuf, em 21/06/1955

·         Posição: Atacante

·         Clubes: Nancy (1972 a 1979), Saint-Etiénne (1979 a 1982) e Juventus (1982 a 1987)

·         Títulos: Copa da França de 1978, Campeonato Francês de 1981, Campeonato Italiano de 1984 e 1986, Copa da Itália de 1983, Recopa Européia de 1984, Copa dos Campeões da Europa de 1985; Mundial Interclubes de 1985; Eurocopa de 1984 (pela França)

·         Jogos pela seleção: 72

·         Gols pela seleção: 41

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