Surf nas ondas

Surf

Acompanhar o movimento de uma onda, estado em cima de uma prancha em mar aberto! Isso é sufar!!!

Para muitos é esporte radical, para alguns é considerado também uma “profissão”, pois passam uma boa parte do tempo se especializando e desenvolvendo manobras cada vez mais “radicais”.

Este esporte é muito mais antigo do que podemos imaginar. Os primeiros registros encontrados por historiadores datam de 1778, quando o capitão inglês James Cook chegou até o Havaí pela primeira vez e viu os moradores locais praticando o esporte .

O capitão ficou encantando com a habilidade dos praticantes e quando voltou à Europa, relatou o que havia descoberto, fazendo com que a notícia se espalhasse e chamasse a atenção de outros capitães, aventureiros e missionários, que chegaram até às ilhas impondo seu modo de vida, costumes e principalmente a religião.

Essa imposição foi tão ostensiva que o surfe acabou sendo esquecido por quase cem anos, voltando a ser praticado somente no início do século XX, moradores das ilhas formavam clubes de surf para reconstruir sua história e incentivar sua prática.

Em 1912 surge o primeiro grande surfista da era moderna: Duke Paoa Kahanamoku, que se tornou um ídolo da geração da época e fez com que os surf fosse difundido pelo mundo. No início só os homens praticava este esporte, mas por volta de 1959 as mulheres também começam a entrar em cena, principalmente em função de um filme chamado Gidget, que contava a história de uma menina que praticava surf na Califórnia.

No Brasil o surf começa a ser praticado apenas na década de 60, tendo como cenário a praia do Arpoador, no Rio de Janeiro. Inicialmente também com a predominância dos homens, mas logo esse domínio é quebrado pela carioca Fernanda Guerra, que começou a praticar o esporte em 1962 e em 1965 já era campeã.

Atualmente o surf é um esporte muito procurado por todas as idades. Para as crianças e adolescentes existem escolinhas em praticamente todos os locais onde há praias. Muitos assumem o surf como profissão. Conheça mais sobre o surf profissional visitando o site da Associação Brasileira de Surf Profissional

Tipos de onda

O “sonho de consumo” de um surfista é a onda perfeita, que dê possibilidade de exercitar sua habilidade. As ondas são formadas pelo vento que sopra na superfície do oceano e podem ser basicamente de dois tipos:

Tubulares (ou buraco): são as que quebram em locais rasos em forma de tubo depois de uma variação brusca na profundidade do fundo do mar. São as mais cobiçadas pelos surfistas!

Cheias (ou gordas): quebram de maneira suave, sem a formação de tubo. Ocorre quando o fundo do mar não varia de profundidade rapidamente. São as ideais para quem está aprendendo!

Tipos de fundo do mar

Areia (beach break): forma ondas instáveis e pode ser alterado pela pressão das ondas, pelos ventos e pelas correntes marítimas. É a mais comum no Brasil e um exemplo é a Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Pedra (point break): forma ondas mais constantes em função da formação não variável das pedras. Nesse tipo de fundo as ondas mudam somente de acordo com o vento e a ondulação. A Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro é um exemplo.

Coral (reef break): este fundo costuma estar disposto na forma de bancadas, propiciando ondas perfeitas de longa extensão. Também é um tipo de fundo dos mais perigosos porque nele existem corais vivos, que são pontiagudos e pode causar ferimentos. Esse tipo de fundo é encontrado na Praia do Forte, na Bahia.

Tipos de pranchas:

O tamanho e a largura da prancha varia de acordo com a estatura, peso e habilidade do surfista. Pode variar também de acordo com o tipo de onda. Seguem os tipos:

Pranchinha (mini model): é usado em ondas pequenas e médias. É o tipo mais utilzado.

Gun: prancha para ondas grandes, normalmente acima de 3m.

Prancha para tow in: indicada para o surf que é rebocado por Jet-ski, normalmente usado em ondas muito grandes.

Pranchão (longboard): é uma prancha grande que pode ultrapassar os 3,3m. Tem bico arredondado e muita área para aumentar a flutuação, por isso é a ideal para quem está iniciando.

Funboard: variação da longboard, um pouco menor e mais leve, também é adequada para iniciantes e praticantes eventuais.

Se você quer se tornar um surfista, tem que conhecer as principais manobras… Veja só:

Drope: é a primeira ação após a remada, quando o surfista fica de pé sobre a prancha e desce a onda até a base.

Cavada: na base da onda, o surfista faz uma curva com a prancha em direção à crista.

Tubo: ação em que o surfista se coloca dentro do tubo de água formado quando a crista da onda se quebra. É considerado um momento mágico para os surfistas!

Batida: ação em que o surfista atinge a crista enquanto ela está quebrando e consegue voltar com sucesso à base da onda.

Floater: o surfista desliza por cima do tubo, como se estivesse flutuando na onda.

Rasgada: é uma variação da batida. Na parede da onda, antes da crista quebrar, o surfista faz uma curva radical, como se estivesse “rasgando” a água.

Cutback: o surfista faz uma onda de 180graus na parede de uma onda para se reaproximar do ponto em que a crista está prestes a quebrar.

Aéreo: é a evolução da batida, quando o surfista, ao bater na onda, voa por cima da onda para em seguida voltar à base.

Reverse: outro tipo de evolução da batida, quando o surfista, ao bater na crista, gira a prancha de modo que desça até a base da onda, com a parte de trás ao bico (rabeta), para frente.

Brasil, mulheres e surf…

Quando se fala em surf no Brasil a primeira mulher que deve ser citada é Margot Rittscher , que na década de 30 construiu uma prancha de surf junto com seu irmão e caiu na água. Como não havia muitas adeptas na época o surf feminino não foi adiante.

Somente em 1962 as mulheres voltam a ser “manchete” no mundo do suf brasileiro e a principal representante da época é Fernanda Guerra , que começou a “pegar uma onda” com 13 anos de idade e em 1965 já havia conquistado o campeonato carioca de surf.

Outra mulher que resolveu desafiar as ondas foi Andrea Lopes , que também começou a surfar com 13 anos e é tetracampeã brasileira e ganhou um título mundial em 1999.

A partir de 2000 muitas mulheres se destacam no surf brasileiro: Tita Tavares , cearense que também é tetracampeã, Silvana Lima e Jaqueline Silva , com duas vitórias em circuitos mundiais.

Vale mencionar a coragem e determinação de Maya Gabeira , que começou a praticar o surf aos 16 anos porque não queria mais ficar só esperando seu namorado na areia. Pegou gosto pelo esporte e já morou em várias partes do mundo em função do surf. Sempre teve uma vida regrada, não bebe, não fuma e tem uma alimentação natural. É surfista de grandes ondas, com pranchas do tipo gun e tow it.

Curiosidade

A maior prancha do mundo, finalizada em 2005, media 12 metros de comprimento, 3 metros de largura e 30 centímetros de espessura. A belezinha, construída na Austrália por Nev Hyman, foi usada para quebrar o recorde de maior número de pessoas em cima da mesma prancha: foram 47.
(fonte: Guia dos Curiosos)